bio

Foto Leo Aversa

Bailarina, pesquisadora e colaboradora em processos de criação de dança contemporânea. Interessada no diálogo interdisciplinar, investiga as relações poético-políticas entre corpo, chão, peso, gravidade e queda em uma perspectiva híbrida de gesto e pensamento. Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO (2018) com estágio doutoral no exterior pela Coventry University (Bolsista Capes/PDSE – 2017), Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFRJ (2014) e Graduada em Licenciatura em Dança pela Faculdade Angel Vianna (2004) e formada pelo Curso Técnico em Dança Contemporânea da Escola Angel Vianna (1994). Atualmente é Professora Adjunta dos Cursos de Dança da UFRJ onde desenvolve o projeto de pesquisa LINHA: danças, derivas e pensamento.

Juntamente com o coreógrafo Paulo Caldas, fundou a Staccato Dança Contemporânea (1993) onde atuou por 11 anos. Colaborou com os artistas João Saldanha, Angel Vianna, Marcia Rubin, Mauricio de Oliveira, Pim Boonprakob, Fred Paredes, Esther Weitzman, Thereza Rocha, Tato Taborda e Aderbal Freire-Filho. Dançou os espetáculos Pas, Falso Movimento, Kine, Ostinato, LightMotiv, Quase Cinema, Palimpsesto, Coreografismos, Tempo de Valsa Moderado com Elegância, Tempo Líquido, ATempo, Código-Fonte, Ela, ela também, 3 Mulheres e um Café, Qualquer coisa a gente muda, Núcleos, O resto é silêncio, Caprichosa voz que vem do pensamento, Terra Incógnita, Máquina de Dançar, Colaboração ou 16 variações sobre um tema, O lugar mais escuro é embaixo da luz.

Entre os festivais que participou destacam-se Panorama RioArte de Dança (1993|2016), Dança Brasil (1998), Solos de Dança do Sesc (2006), Forum Internacional de Dança (2010), Bienal de Dança do Ceará (2001-2011), Festival de Dança do Recife, (2006-2010) Japan International Competition (1996), Wettbewerb für Choreographen Hannover (1994), Costante Cambiamento Itália (2001), AmericArtes/KennedyCenter (2002), Bienalle de la Danse de Lyon (2002), Danse a Lille (2007) e Move Berlim (2007).

Entre os prêmios e distinções destacam-se o de melhor execução na Mostra para Novos Coreógrafos (1995), Melhor Bailarina no prêmio RioDança (1998), Melhor Bailarina Mambembe (1998), os melhores da dança pelo Jornal do Brasil e O Globo com Tempo Liquido (2006), Prêmio Klauss Vianna (2006|2010|2015), Edital de Fomento RJ (2009), Edital FADA SMC (2011), Prêmio Bravo por Núcleos (2011), os melhores da dança pelo Globo com Qualquer coisa a gente muda (2011), Máquina de Dançar (2014) e O lugar mais escuro é embaixo da luz (2019). Das residências artísticas destacam-se Les Repérages (Danse a Lille 2007) no Porto|Portugal e O Corpo Pensante com Vera Mantero (Ateliê Dudude – Casa Branca – BH 2013). Dança no longa metragem “Em três atos” dirigido de Lucia Murat juntamente com Angel Vianna (2015).

Desde 2020 escreve para a plataforma digital Pressenza e é artista residente do Centro Coreográfico da Cidade do Rio De Janeiro.